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Friday, May 25, 2012

UMA SIMPLES CONTRADIÇÃO 2012



“Estou a enlouquecer a minha própria sombra ordena-me o que devo fazer. Obedeço. Sempre aprendi a obedecer. Até que olho para o chão. Tudo escurece… e surge a imagem do que fui ontem. E a ânsia de não ser agora mais do que um ponto. Um ponto final.” – diz Maria José.
O que é a loucura? À luz da ciência pode falar-se hoje num simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão, como afirmava Hegel? Podemos dizer loucura ou esta designação não passa de um preciosismo literário e romântico do século XIX? Devemos dizer doença mental ou saúde mental? Desde o colete-de-forças – agora peça de museu – até aos nossos dias, o que mudou e o que terá ainda de mudar para que se dignifique o doente mental?


“A SIMPLE CONTRADICTION”

“I'm freaking out and my own shadow tells me what to do. I obey. I was always told so. Then I look at the ground. Everything darkens…and suddenly emerges the image of what I was and the desire of not being more than a spot. A full stop” – Maria José

What is madness? Under today’s science can we talk about madness as a simple contradiction within reason as claimed by the philosopher Hegel? Should we say crazy or this is merely a literary and romantic preciousness of the nineteenth century? Shall we say mental illness or mental health? From the straitjacket – now placed in the museums- until today, what really changed and what still needs to be changed in order to dignify the mental ill?


Documentário Uma Simples Contradição
Duração: 50'
Canal: RTP2
Autoria e Produção: Mínima Ideia




SAUDADE BURRA DE FERNANDO ASSIS PACHECO 2012

Fernando Assis Pacheco
 Marcelo Reis

Tiago Rodrigues
Família Assis Pacheco
Mário Zambujal e Nuno Costa Santos
 Fotografia de João Francisco Vilhena, 1994


Documentário da autoria de Nuno Costa Santos sobre o escritor e jornalista Fernando Assis Pacheco, figura da vida intelectual portuguesa que, prematuramente, nos deixou no dia 1 de Novembro de 1995.
Além de um intelectual com marca deixada na área do jornalismo – passou pelos “Diário de Lisboa”, pelo “República”, por “O Jornal” e pela revista "Visão" – e da literatura, Assis Pacheco era uma figura querida da sociedade portuguesa pela sua vivacidade, pelo seu gosto pelas histórias, pelo seu sentido de humor. A sua participação vitoriosa no concurso “A Visita da Cornélia” popularizou-o, tendo passado a ser reconhecido, não só pelos leitores dos jornais e da poesia, mas também pelos homens e mulheres comuns. É esse Assis Pacheco total que se pretende retratar neste documentário. Autor de uma escrita única no contexto português, ao mesmo tempo culta, profunda e atravessada de um sentido superior de autoironia, sempre vigilante em relação à pequena vaidade. Apaixonado pela vida e por algumas das coisas que a vida tem de melhor: os lugares, os amores, as paixões, os amigos, os livros, as comidas. 

"Sou o Fernando Assis Pacheco, 41 anos, um pasmado sem cura. Tudo me espanta, gramo a vida, quero morrer mais lá para o Verão". 
Fernando Assis Pacheco



DUMB NOSTALGIA OF FERNANDO ASSIS PACHECO

On the February the 1st. we celebrate Fernando Assis Pacheco 75th birthday.
To pay tribute to a unique figure of Portuguese culture, Nuno Costa Santos edits his biography: “Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco” and, at the same time, Minima Ideia presents the documentary: “Dumb Nostalgia of Fernando Assis Pacheco” to remember this passionate man…writer, journalist, bon vivant and much more.

“Saudade Burra de Fernando Assis Pacheco” – “Dumb Nostalgia of Fernando Assis Pacheco” is a documentary about a peculiar writer, a man that left us too early, at the age of 58, on the 1st November 1995. A documentary about his passions, friends, places, books, food…


“I’m Fernando Assis Pacheco, 41 years old, amazed without any possible cure. Everything amazes me. I truly like living and just want to die late… in summer” 


Documentário Saudade Burra de Fernando Assis Pacheco
Duração: 50'
Canal: RTP2
Autoria: Nuno Costa Santos
Produção: Mínima Ideia

LONGE DE ABRIL 2011



Paulo Galvão com Fausto Giaccone em Milão
 Miguel Manso
Foto de Fausto Giaccone 
 Filmagens Couço 2010
 Fausto Giaccone e Maria Emília
Foto de Fausto Giaccone - Maria Emília, Couço 1975
Foto de Fausto Giaccone - Couço 1975
Foto de Fausto Giaccone - Couço, 1975
 Cristina Alves e Margarida Moura Guedes
Foto de Fausto Giaccone - Couço, 1975

 Habitantes do Couço, 2010

Em 1975, um fotógrafo italiano testemunhou com a sua objectiva, a luta dos trabalhadores rurais de uma pequena aldeia perdida entre a lezíria ribatejana e a planície alentejana.
A aldeia do Couço, hoje vila, dava por esses dias mais um passo na luta pelos direitos dos trabalhadores de não passarem fome e de saírem da miséria em que sempre viveram. Tomaram as terras dos grandes proprietários e tornaram-nas produtivas. Alguns latifundiários concordavam com a medida, mas a maioria classifica ainda hoje de ocupação selvagem o movimento que ficaria para sempre conhecido como Reforma Agrária. Fausto Giaccone, o fotógrafo de Milão que testemunhou esses tempos de grandes expectativas, de conturbadas rebeliões de um Portugal novo e de uma democracia frágil, regressa ao Couço 35 anos depois para 
reencontrar os protagonistas, ainda vivos.

“FAR FROM APRIL” - 2011

In 1975 an Italian photographer witnesses, with his camera, Portuguese rural workers struggle against fascism in a very small village of Alentejo named Couço.

Fighting against hunger and misery they occupied the land lord’s big proprieties and made them productive for their own sake, in a movement known as: “Reforma Agrária”

Fausto Giaccone, the man behind the camera goes back in time, 36 years later, in a very emotional trip from Milano to Couço where, once again, finds some of the still alive protagonists of his photos.     



Documentário Longe de Abril
Duração: 50'
Canal: RTP2
Autoria e Produção: Mínima Ideia







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